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Residências inclusivas para pessoas com deficiência: Uma reflexão acerca de acessibilidade e cuidados de enfermagem

Artigo de Wiliam César Alves Machado.

Wiliam César Alves Machado

Estamos prestes a assistir apenas mais uma simples mudança na denominação do que se compreende por abrigos para pessoas com deficiência. Mais um lapso de natureza política para efetivamente mascarar a histórica exclusão dessas pessoas, agora, pela (re)criação de modelo assistencialista que já se mostrou ineficaz anos a fio, por falta planejamento consistente e escassez de recursos para manutenção dos serviços básicos que demandam usuários de unidades dessa categoria.
Como executivos do alto escalão do governo federal ousam afirmar que as residências inclusivas oferecerão atendimento integral a jovens e adultos com deficiência, em situação de dependência, se o cofinanciamento federal previsto é de apenas R$ 10 mil mensais para cada residência inclusiva? Nem mesmo contando com hipotético cofinanciamento dos governos estaduais, com repasse equivalente a pelo menos 50% do valor transferido pelo governo federal, o montante R$ 15.000,00 seria suficiente para pagamento de pessoal, materiais e equipamentos, imprescindíveis ao pleno e integral funcionamento das supostas unidades. (1)

É importante enfatizar que atendimento integral à pessoas com deficiência, em situação de dependência, requer, em primeira instância, prever e admitir que podem variar de média a alta complexidade. E a depender do nível de complexidade e características dos usuários dos serviços, como tipo de deficiência, dependência funcional ou intelectual, a demanda por materiais, equipamentos e profissionais especializados pode surpreender e frustrar expectativas de natureza meramente política.

Muito mais que despesas com alimentação, higiene pessoal, transporte adaptado, atividades lúdicas, esportivas e culturais, pessoas com deficiência, em situação de dependência, também não sobrevivem com estáveis níveis homeostáticos sem atendimentos e cuidados diários com profissionais de saúde que deverão atuar nas residências inclusivas. São pessoas que necessitam de avaliação e atendimentos médicos, fonoaudiológicos, odontológicos, de enfermagem, nutrição, fisioterapia, terapia ocupacional, instrutores de braile, intérpretes de libras,. Além de outros profissionais para desenvolver programas de educação e reinserção no mercado de trabalho.
O Governo Federal ao lançar o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver Sem Limite definiu que suas ações envolveriam iniciativas nas áreas de educação, saúde, cidadania e acessibilidade. (2) No caso das residências inclusivas, todas essas áreas são essenciais para seu profícuo funcionamento, uma vez pautados na perspectiva do atendimento integral de seus usuários, Até porque essas ações, segundo fontes oficiais, serão executadas, em conjunto, por 15 órgãos do governo federal, sob a coordenação da Secretaria de Direitos Humanos, com metas que devem ser atingidas até o ano de 2014. (1)

Ademais, como previsto pelo Viver Sem Limite, tais iniciativas carecem de apreciação do Comitê Nacional de Assessoramento e Apoio às Ações de Saúde do Plano Nacional para Pessoas com Deficiência, fórum específico e norteador das ações vinculadas ao Sistema Único de Saúde – SUS. (3) Com a estruturação da Rede de Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência – SUS, que será um conjunto de serviços, ações e estratégias de saúde com o objetivo de garantir a assistência integral a toda população que necessita deste tipo de atendimento, mais pertinente seria optar pela implantação dos também previstos Centros-Dia, por disporem de mais recursos e equipes multiprofissionais, e se adequarem melhor ao modelo de atendimento integral de pessoas com deficiência, em situação de dependência.

Ao que nos sugere, mais uma vez, repete-se a gafe de não serem consultados especialistas na área de conhecimento e sujeitos sociais que vivenciam cotidianos de pessoas com deficiência, em situação de dependência, para se traçarem elementos norteadores essenciais a constituição das residências inclusivas. A participação de especialistas em planejamento e execução de cuidados diários e de longo prazo, como enfermeiros reabilitadores, é determinante para que a iniciativa seja bem sucedida. Igualmente essencial convocar cuidadores domiciliares de pessoas com deficiência, em situação de dependência, para contribuir com suas experiências e subsidiar a sustentabilidade e sucesso das residências inclusivas. É inegável o mérito da iniciativa do MDS, porém, reitera-se a já conhecida máxima “Nada de nós, sem nós”.
Acrescenta-se que a implantação dos Centros-Dia, para atendimento e convivência de pessoas com deficiência, maiores de 18 anos, em estado de vulnerabilidade social, de acordo com o previsto no Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver Sem Limite restringe-se a 27 unidades a serem instaladas, preferencialmente, nas capitais dos estados brasileiros e no Distrito Federal. Com capacidade de atender 30 pessoas por turno, para cada Centro, o Governo Federal repassará uma parcela de R$ 20 mil para montagem e parcelas mensais de R$ 40 mil para despesas com equipe técnica, materiais e manutenção.

Por que não reavaliar a proposta e ampliar a implantação de Centros-Dia, em substituição às residências inclusivas, unidades fadadas ao fracasso, já no nascedouro? Uma conjunção de esforços e vontade política interministerial seria mais coerente, em particular, se implantados Centros-Dia para atendimento integral de crianças, adolescentes e adultos com paralisia cerebral, poupando suas mães e demais cuidadores domiciliares do desgaste advindo da sobrecarga do cuidado diário, investindo na promoção da sua saúde física, mental e emocional, além do substantivo aumento da expectativa de vida de milhares de cidadãos e cidadãs brasileiras.

Mais ainda, reduzindo sobremaneira a incidência de órfãos com deficiência e a conseqüente exposição da fragilidade do sistema público, em suas três esferas de governo.

Referências

1 – Sem limites para aprender a conviver. Bengala Legal. (SP): [citado 14 oct 2012] Disponível em: http://saci.org.br/index.php?modulo=akemi¶metro=27135

2 – Presidência da República (BR). Casa Civil. Subchefia para Assuntos Jurídicos. Decreto nº 7.612, de 17 de dezembro de 2011. Institui o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – Viver sem Limite. Brasília (DF): 2011.

3 – Ministério da Saúde (BR): Portaria nº 2.672, de 16 de novembro de 2011. Institui o Comitê Nacional de Assessoramento e Apoio ás Ações de Saúde do Plano Nacional de para Pessoas com Deficiência. Brasília (DF): 2011.



Fonte: Rede Saci

14/06/2013

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Dia dos Namorados

Artigo de Adriana Lage sobre suas experiências ao lado de seu namorado com deficiência visual

Adriana Lage

Ultimamente, tenho evitado me expor demais em meus textos. Como tem gente de todo tipo nesse mundo, muitas vezes, informações que seriam úteis para outros cadeirantes acabam sendo usadas de forma leviana e prejudicial. Portanto, agora, conto os milagres, mas não conto os nomes dos santos!

“Ainda que eu falasse a língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
sem amor eu nada seria.”

Com a proximidade do dia dos namorados, resolvi falar um pouco sobre minha história de amor. Não sou muito a favor dessas datas comerciais já que, para mim, todo dia é dia dos namorados. Certa vez, li um artigo do Fabiano Puhlmann que falava sobre a necessidade de se alimentar um grande amor. Concordo com isso! Vivemos em época de amores descartáveis, de pessoas mais individualistas e onde acreditar em contos de fadas e no famoso “felizes para sempre” chega a ser chacota. Costumo sofrer bullyng por ser mais romântica! Risos. Brincadeiras a parte, acredito que todo amor precisa ser cuidado e cultivado diariamente. O ser amado precisa ser “mimado” e conquistado a cada dia. Pequenas surpresas em datas inesperadas, mensagens de amor, uma rápida ligação apenas para dizer que está sentindo saudades, pequenas concessões, sinceridade, muito diálogo, respeito, cumplicidade, fidelidade… Para mim, são os pequenos gestos os grandes responsáveis pela manutenção do amor. Certa vez, me disseram que sou uma mulher cara. Nada disso! Uma rosa comprada no sinal tem um efeito tão avassalador quanto uma jóia.

Chega de divagações! Hoje, vou compartilhar com vocês um pouco sobre a
história do meu namoro. Querendo ou não, somos um casal fora do padrão. Afinal, não é todo dia que encontramos na esquina um casal formado por uma
cadeirante e um cego.

Conheci meu sapríncipe – como traduziu bem minha terapeuta, metade príncipe e metade sapo! – através da Rede Saci. Ele entrou em contato com o site dizendo que lia meus artigos e que gostaria de conversar comigo. Na época, fiquei toda convencida, pois era fã da figura e nunca tinha imaginado que lia meus artigos e, muito menos, que gostava! Nossas agendas andaram desencontradas até que, no final do ano, fizemos uma entrevista. Após conhecer mais sobre sua história, ficou impossível não admirá-lo ainda mais. Vale lembrar que a admiração ainda se mantinha apenas na esfera da amizade. O tempo foi passando e, após uma decepção violenta, encontrei nele o ombro amigo que precisava. Ele foi fantástico! Uma gracinha… Tornou tudo tão mais fácil de ser superado… Além de me dar consultorias jurídicas e sentimentais, ele me fez rever vários conceitos, me fez voltar a dar boas risadas e a ter de volta o brilho no olhar. Ele entrou na minha vida com a força de uma tsunami. Chegou com tudo! Levou embora muitas coisas que já não faziam mais sentido… Estamos juntos há três meses. Pode parecer pouco tempo, mas a intensidade desses dias é semelhante a uma bomba atômica! Quantas novidades e descobertas…

No início, relutei muito para aceitar conhecê-lo pessoalmente. Na outra encarnação, só podem ter enterrado um sapo com meu nome costurado na boca em São Paulo! O sotaque paulista é minha criptonita. Só pode! Enfim, não estava bem emocionalmente e nem me sentia preparada para iniciar um relacionamento. Mas, uma das qualidades que mais admiro no meu namorado é sua persistência. Acabei me rendendo, rapidamente, e nos conhecemos em 1º de março. Bastou encostar nele para ter certeza que meu coração já havia sido roubado!

No início, tive muito medo. Eram muitas novidades! Nunca tinha convivido
com um cego tão intensamente. Preferi pecar pelo excesso de perguntas que manter as dúvidas. É como sempre falo nos meus textos: na dúvida, melhor perguntar que fazer coisa errada. Como já compartilhei com vocês em outro texto – quando completamos um mês juntos, meu coração acelerava toda vez que precisava descobrir a quantidade correta de tempero a ser colocada no prato dele. Várias dúvidas me atormentavam. Por exemplo, Será que ele resistiria ao meu lado sabendo que precisaria me ajudar com coisas básicas como me transferir da cadeira e me sentar? Essa ansiedade quase adolescente e os medos não foram privilégio de se tratar de um relacionamento entre um cego e uma “tetra falsa” – como ele diz, (rsrs). Qualquer coisa que
nos tire da zona de conforto, causa um friozinho na barriga. Minha sorte é que ele já tinha alguma experiência com cadeirantes, mas, para mim, era tudo novo! Tratei logo de ler muita coisa sobre cegueira. Um dos blogs que me ajudaram muito a destruir meus fantasmas foi oCotidiano Cego.

A convivência fez com que desenvolvêssemos uma sintonia que nunca imaginei. Para mim, é mágico saber que as coisas são bem mais fáceis do que imaginava! Hoje, meu namorado já consegue me transferir, me sentar, me ajudar com o que preciso. Até me colocar no carro ele consegue. A sintonia só não é maior por minha culpa. Até então, nunca tinha percebido a grande dificuldade que tenho com lateralidade! Ele tem sofrido comigo. Ainda sou uma péssima guia. Quanto mais quero acertar e ser rápida, mais me complico com as noções de direita/esquerda. Já pedi ajuda a minha fisioterapeuta e estou cuidando disso… Em breve, meu amor poderá pilotar minha cadeira de rodas sem nos colocar em risco. É como sempre falo para ele: “eu confio em você; o problema é falta de confiança na minha coordenação motora”! Ainda preciso aprender a guiá-lo melhor.

Tenho vivido muitas experiências novas. Dias intensos e de muitas descobertas. Adorei quando fomos ao cinema e consegui descrever o filme
para ele. Também tenho lido sobre audiodescrição e pretendo desenvolver habilidades básicas nesse sentido para tornar nossa comunicação ainda mais eficiente. Com ele, tenho freqüentado lugares novos, modificado algumas opiniões e olhares, feito coisas inimagináveis até pouco tempo atrás… Inclusive, descobri que existem milhares de marcas de cervejas e cachaças.
Estou me tornando uma bebum passiva! Risos. Já tinha me esquecido o quanto é gostoso e gratificante amar e ser correspondida. Acho que os pilares da nossa relação são o companheirismo, a cumplicidade e a sinceridade. Isso sem falar no diálogo. Achei alguém que fala mais do que eu! Além de admirá-lo muito, ele me dá coragem para modificar o que for preciso. Querendo ou não, depois que entrou na minha vida, muitos sonhos e planos que se encontravam engavetados se tornaram realidade. E na velocidade da luz… E eu que pensava em arrumar um moreno alto de 1,80m… Acabei me rendendo aos encantos de um sapríncipe “curintiano”. Só tenho que agradecer a ele por tudo! Ele tem coloridos meus dias e me feito flutuar por aí.

Ainda costumo me sentir um ET quando saio com meu namorado. É engraçada e, às vezes, um pouco incômoda a reação das pessoas. A maioria sempre comenta que somos corajosos e acham linda nossa história. Em compensação, outros seres sem luz só faltam nos fotografar. Fazem um raio x com olhar. A mentalidade de algumas pessoas ainda é tão atrasada que, há pouco tempo, um mendigo do centro de BH disse para minha cuidadora: “meu Deus! Quanta desgraça. O que você fez para cuidar de dois”?! Cada coisa que se escuta por aí… Olhares e opiniões à parte, formamos um belo casal.

Falar que um relacionamento entre uma tetra e um cego é fácil, seria mentira. Mas, posso garantir que é bem menos complexo do que imaginava e, plenamente, viável. Sejamos honestos: quem disse que existe relacionamento fácil? Todo casal tem suas limitações. No nosso caso, se vivêssemos em uma
sociedade realmente inclusiva, tudo seria mais fácil. A falta de acessibilidade costuma dificultar um pouco nossa vida. Provas disso são os bares com acesso apenas pelas escadas, a falta de poltrona para acompanhante no local reservado para cadeirantes no cinema, calçadas mal conservadas, obstáculos arquitetônicos mal sinalizados… Mas, felizmente, onde falta acessibilidade há sempre um ser iluminado para nos ajudar.

Como ele mesmo diria, por que estou dizendo tudo isso a vocês? Simplesmente, para mostrar que, quando se ama de verdade, todos os obstáculos podem ser contornados. Com um pouquinho de criatividade e cumplicidade, encontramos solução para tudo! No meu caso, acredito que tanto nossas habilidades quanto deficiências se complementam. Sou seus olhos enquanto ele faz por mim o que minhas pernas e braços não conseguem. Para terminar, deixo uma mensagem que li numa rede social que, para mim, resume bem o que penso sobre a vida e suas possibilidades: “Quando deixei de olhar tão ansiosamente para o que me faltava e passei a olhar com gentileza para o que eu tinha, descobri que, de verdade, há muito mais a agradecer do que a pedir”. Pensem nisso!

Fonte: Rede Saci
11/06/2013

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Implante coclear

Texto de Lak Lobato.

Lak Lobato

Lamento imensamente que haja pessoas capazes de falar mal do implante coclear…

Eu passei 23 anos de minha vida em silêncio. Silêncio este que não escolhi. Ele veio numa noite quando faltava poucas semanas para completar 10 anos e levou embora a capacidade sensorial que nos conecta com o mundo ao nosso redor.

Seria mentira se eu dissesse que fui infeliz nesses 23 anos. Quem me conheceu durante esse período sabe que sempre fui uma pessoa alegre, que tirava de letra todas as mazelas do dia a dia. Eu sempre estudei. Namorei muito. Fiz todos os cursos e viagens que o meu bolso (e da minha mãe) me permitiu. Minha vida nunca foi menor ou incompleta só porque eu tinha deficiência auditiva…

Mas, confesso que sempre senti falta de ouvir. Somos seres sensoriais. Gostamos do toque firme de um abraço. Do cheirinho de pão quente e café recém passado de manhã. Fazemos poesia para a beleza do por do sol. Adoramos o sabor das frutas frescas colhidas direto do pé. Por que ouvir seria diferente? Nosso entusiasmo depende muito do que sentimos, do estímulo desses sentidos que nos definem como seres humanos.

E, como meu sentido auditivo me foi negado pela biologia, coube buscar recursos tecnológicos para poder alcança-lo novamente. O implante coclear não é barato, concordo. Há pessoas que ganham dinheiro com ele, também concordo. Mas são essas mesmas pessoas que tornam essa realidade possível.

E quem pode mensurar o valor monetário do pôr-do-sol ou o preço de um abraço apertado dado pelo ente amado num dua frio? Quanto você estaria disposto a pagar por aquilo que torna a vida melhor, mais intensa e verdadeira? Depois de 23 anos de silêncio, foi graças ao implante coclear que pude ouvir o som da chuva. O barulho do mar. Descobrir que o miado dos gatos é um som e que não tem nada a ver com a palavra “miau” que usam para se referir a isso. Pude gargalhar com o som da pipoca estourando no meio de uma tarde chuvosa. Pude me surpreender com o som da minha própria respiração…

Três anos depois, um novo milagre: o segundo IC me deu acesso outra vez à voz humana. E pude descobrir o valor imensurável de cada palavra que, lentamente, era capaz de decifrar. Frases que tomaram conta do meu cotidiano. Descobri que as pessoas falam enquanto abraçam. Que o sotaque dos cariocas é delicioso de ouvir. Descobri que as palavras cantadas ficam diferentes das faladas. Descobri o que é uma jura de amor dita ao pé do ouvido. Que facilidade é pegar o telefone e trazer pro fundo da alma a voz de un amigo querido a 450km de distância.

Tudo isso e mais um número infinito de sons que sou incapaz de listar, são o valor que define o implante coclear. Quando país de crianças nascidas surdas escolhem o IC para seus filhos, não é porque querem que seus filhos sejam perfeitos, ou porque querem esconder uma deficiência. Eles querem que os filhos tenham acesso a todas as experiências riquíssimas que só são possíveis através do sentido auditivo. E privar crianças dessa experiência só porque tem gente preocupado em manter uma cultura deveria ser considerado crime. A cultura deveria servir seres humanos e não humanos serem escravos dela!

O IC não impede ninguém de aprender qualquer idioma que seja. Tampouco proíbe que a LIBRAS seja o primeiro idioma de alguém. Mas negar o IC, criar teorias conspiratórias, propagar lendas falaciosas, ameaçar exclusão do grupo aos que optam por tentar ouvir, isso tudo impede o real direito inalienável de escolha.

Quando optei por divulgar o IC, em momento algum tive pretensão de me tornar porta-voz dessa tecnologia. Eu apenas amei poder voltar a escutar. Mesmo ciente que não estava curada. Apenas tenho acesso ao som através dr um recurso tecnológico. Mas, a revelia das minhas pretensões, se é de mim que esperam uma resposta, aí está: que o medo não nos torne reféns!

O implante coclear é uma das maiores invenções da medicina. Que todos aqueles que tenham indicação para usá-lo, tenham também oportunidade. Ele vale a pena! Torna a vida mais rica, mais intensa, mais completa. Falo isso pelas minhas experiências diárias, relatadas com paixão, com sinceridade, com humildade. Apenas tudo o que desejo para qualquer outro ser humano. Sem querer nada em troca!

Fonte: Rede Saci
28/05/2013

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FME apóia deficientes visuais em campeonato de futsal

Os atletas viajarão com apoio da Fundação Municipal de Esportes (FME). O presidente da ADVC, Bruno Aquino, afirmou que os atletas estão motivados para o campeonato.

da Redação

A Associação de Deficientes Visuais de Campos (ADVC) viaja nesta quinta-feira (9) rumo ao Espírito Santo, para disputar o Campeonato Regional Sudeste de Futsal, neste final de semana. A equipe vai representarCampos na competição, onde estarão em jogo duas vagas para o Campeonato Brasileiro da modalidade. O evento será realizado em outubro, em Curitiba.

Os atletas viajarão com apoio da Fundação Municipal de Esportes (FME). O presidente da ADVC, Bruno Aquino, afirmou que os atletas estão motivados para o campeonato. “É uma emoção muito grande representar o município de Campos em um campeonato como este. Os atletas estão muito motivados e contentes por poderem viajar”, disse Aquino.

Fonte: Prefeitura Municipal de Campos
Campos – RJ, 09/05/2013

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Programa de aprendizagem profissional para surdos e pessoas com deficiência física

O Centro Profissionalizante Rio Branco inicia capacitação para Surdos e Pessoas com Deficiência Física . Não perca a oportunidade de desenvolver o seu potencial para o mercado profissional e para a vida.

da Redação

As inscrições estão aberta e o processo seletivo vai de 08 de abril a 14 de junho.

Objetivo
Oferecer programa de aprendizagem profissional para Surdos e Pessoas com Deficiência Física a fim de melhorar suas competências no mundo do trabalho. Não perca a oportunidade de desenvolver o seu potencial para a vida pessoal e profissional.

Perfil do Público
Surdos e Pessoas com Deficiência Física a partir de 16 anos, com escolaridade mínima de 4ª série.

Duração da capacitação
400 horas de segunda à sexta-feira, período da tarde.

As turmas com surdos receberão a capacitação em LIBRAS.

Qualificações
Auxiliar Administrativo

Inscrições
Local

Faculdades Integradas Rio Branco
Av. José Maria de Faria, 111 – Lapa – São Paulo – SP
(travessa da Av. Ermano Marchetti, altura do nº 928)

Documentos necessários
Cópia do RG
Comprovante de residência
Atestado de escolaridade

Para mais informações sobre o conteúdo do curso, duração e horário, clique aqui.

Fonte: Centro Profissionalizante Rio Branco
08/04/2013

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A transversalidade da audiodescrição

Quando se fala sobre inclusão social, seja esta física, intelectual, auditiva, visual ou múltipla, nos deparamos com a questão da acessibilidade. Segundo a Portaria nº 310 de 27 de julho de 2006, acessibilidade é a condição para utilização, com segurança e autonomia, dos serviços, dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoas com deficiências auditiva, visual ou intelectual.

Hanson (1995) considera acessibilidade como o tópico central de uma medida de qualidade de vida. Para favorecer a inclusão social o governo Federal lança medidas voltadas para a acessibilidade arquitetônica, atitudinal, comunicacional, instrumental, metodológica, pragmática, tecnológica, técnica e audiodescritiva. Essas medidas intervêm diretamente na escola, uma vez que, a escola é responsável por tornar cidadãos conscientes e agentes do seu meio, posicionando-se contra qualquer discriminação baseada em diferenças culturais, de classe social, de crenças, de sexo, de etnia ou outras características individuais e sociais.

Fonte: http://www.blogdaaudiodescricao.com.br/2013/03/a-transversalidade-da-audiodescricao.html

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Apenas 25% das vagas para deficientes são preenchidas no mercado

O desemprego atinge 5,3% da população economicamente ativa do país, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feita nas principais regiões metropolitanas. É a taxa mais baixa em 10 anos.

Ana Carolina Dinardo & Simone Caldas

O desemprego atinge 5,3% da população economicamente ativa do país, de acordo com pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) feita nas principais regiões metropolitanas. É a taxa mais baixa em 10 anos. Mas a maré de boas oportunidades ainda não é para todos. As pessoas com deficiência, seja física ou mental, enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho. E os números são alarmantes. De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), das 1,2 milhão de vagas específicas para esse público, apenas 300 mil estão preenchidas.

Empresas de segmentos como vigilância, transporte coletivo, construção civil e serviços marítimos, entre outros, são as que mais resistem à contratação desses profissionais e descumprem a Lei nº 8.213/1991 (veja quadro), que determina a reserva de 2% a 5% das vagas para deficientes em empresas privadas com mais de 100 funcionários. O maior desafio é vencer o preconceito e, sobretudo, a ideia de que eles não conseguem desempenhar funções específicas.

Fonte: Correio Braziliense
19/12/2012

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3ª Virada Inclusiva envolve população paulista e chama atenção para o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Atrações em 80 locais espalhados pelo estado e mais de 800 atrações e população em três dias de evento

da Redação

São Paulo foi tomado por uma festa em prol da inclusão. De 01 a 03 de dezembro, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência realizou a 3º Virada Inclusiva, evento que acontece desde 2010, para festejar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, celebrado mundialmente em 3 de dezembro.

Na manhã do último sábado, 1º de dezembro, aconteceu a abertura da 3ª Virada Inclusiva na Praça Oswaldo Cruz, no bairro do Paraíso, em São Paulo. O evento se estendeu por todo o final de semana e passou por 80 municípios do estado de São Paulo com mais de 800 atividades culturais para pessoas com e sem deficiência.

Em seu primeiro dia, a Virada reuniu cerca de 300 pessoas em sua abertura, que foi acompanhada pela apresentação do Bloco Carnavalesco Filhos da Santa, formado na região do bairro Santa Cecília, centro de São Paulo, desde 2009.
Eduardo Kenji, que faz parte da Organização de Projetos Sociais do Bloco, falou sobre a importância da Virada Inclusiva e sobre a participação dos Filhos da Santa. “Um evento como esse é sempre muito importante para chamar a atenção da sociedade, para dar visibilidade para as pessoas com deficiência que, normalmente, não conseguem ocupar os espaços justamente porque falta acessibilidade.”

Na cerimônia de abertura, a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, enfatizou a importância da inclusão das pessoas com deficiência no mundo cultural e artístico e se mostrou muito animada com o início do terceiro evento desse porte.
“Queria agradecer a todos que colaboraram de forma muito expressiva para que pudéssemos, este ano, organizar 800 atividades, construindo de forma muito sinérgica o conceito de inclusão social, esse conceito que ajuda no avanço do processo civilizatório, no respeito aos direitos de todos os humanos”.
A Secretária apresentou uma informação nova a todos os presentes, no próximo ano o evento será latino-americano, “Vamos fazer da Virada Inclusiva um evento internacional, agregando Chile, Argentina e México nesse grande movimento, que significa direitos para todos os humanos, construindo uma sociedade a partir da diversidade, a partir do respeito às particularidades, mas sabendo que a força da modernidade, a força da inovação, reside no respeito à diversidade humana”.

Além da Secretária, estiveram presentes na cerimônia de abertura, o Secretário Adjunto, Marco Antonio Pellegrini, o Chefe de Gabinete, Alexandre Artur Perroni, o Secretário Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marcos Belizário, e o representante do Movimento Superação, Billy Saga.

Após a abertura, a avenida Paulista foi tomada por centenas de pessoas para a tradicional passeata liderada pelo Movimento Superação. A passeata visa à sensibilização da sociedade em relação aos direitos e protagonismo das pessoas com deficiência. O evento ocorre há nove anos em São Paulo e nos últimos anos vem se incorporando à Virada Inclusiva, sedimentando a movimentação pela inclusão social das pessoas com deficiência.

Homenagem à Frida Kahlo
A Virada Inclusiva abriu a mostra em homenagem a Frida Kahl no sábado, 1º/12, no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista.

Os painéis marcantes mostram a presença de Frida Kahlo, que introduz a luta de uma mulher vitimada pela poliomielite em momento de transformações sociais no México. Viveu Intensamente as alegrias e as dores de seu tempo tornando-se ícone da sua cultura, de seu povo e do mundo. A homenagem à artista contou com a presença da Secretária de Estado, Dra. Linamara e do Cônsul do México para Assuntos Culturais, Fernando de la Torre Gorráez. Os painéis de Frida Kahlo permanecem em exposição no Conjunto Nacional, na avenida Paulista até sexta, 7/12.

Arte andante nas ruas de São Paulo
Durante a tarde do mesmo sábado, primeiro dia de Virada, uma das atividades realizadas foi o Walking Gallery, que percorreu as calçadas da Rua Oscar Freire, até chegar à Alameda Casa Branca.

A ideia do movimento cultural Walking Gallery é propor um novo formato de exibição de arte. Idealizado há três anos pelo arquiteto e artista catalão José Puig, o primeiro Walking Gallery (WG) foi em Barcelona na Espanha. Hoje a marcha artística já se espalha por cidades como Londres. São Miguel Allende (México), Montevideo e Buenos Aires, além de seis cidades espanholas.

Em São Paulo, a coordenadora do Walking Gallery é Ana Rosa Colhado e desde que iniciou a atividade na capital, é a primeira vez que promove atividade com exposição de arte de pessoas com deficiência.

“Estou surpresa e encantada. Anteriormente atuei com organizações como a Ashoka, mas nunca antes com artistas com deficiência, estou impressionada com a participação e energia dos participantes”, destaca.

Entre os participantes estava Marc Aoki Ito, um jovem de 27 anos, com distrofia muscular e feliz com sua primeira exposição com arte elaborada em Killing (rolinhos de papel dobrados e colados formando figuras). “É a primeira exposição, mas terceira peça que produzo”, explicou orgulhoso. Ele seguiu junto com a Walking Gallery desde a estação Sumaré do metrô, ao longo da rua Oscar Freire, enchendo os olhares dos transeuntes de curiosidade e surpresa, pela cor e vida da “galeria andante”.

Tarantella Inclusiva
Uma das atividades que marcaram a Virada foi a Tarantella Inclusiva, apresentada no “Arsenal da Esperança”, no bairro da Móoca, no domingo, dia 2, graças ao apoio do Consulado Geral da Itália em São Paulo, do Instituto Italiano de Cultura e do Arsenal, que cedeu o espaço onde o Grupo Nostra Itália dançou, interagindo com os presentes.

A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência foi representada pela Assessora de Relações Internacionais, Ana Lúcia Segamarchi.

A ação contou com apoio e presença das seguintes autoridades: o Ministro Plenipotenciário e Cônsul Geral da Itália em São Paulo, Mauro Marsili; o Diretor do Instituto Italiano de Cultura, Attilio de Gásperis; a Diretora Adjunta do Instituto Italiano de Cultura, Lívia Raponi e o Diretor do Arsenal da Esperança, Gianfranco Mellino.

Unidade Móvel do Procon SP
O Procon de São Paulo esteve presente na Virada em uma unidade móvel, estacionada no Parque do Ibirapuera durante o fim de semana para atendimento à população com emissão de CIP ao Fornecedor (Carta de Informações Preliminares), orientações e distribuição de material educativo.

Quem caminhava, patinava ou pedalava pelo Parque Ibirapuera na tarde ensolarada de sábado não imaginava que poderia unir o “útil ao agradável”, interrompendo um minutinho o passeio de sábado e recuperando, muitas vezes, as noites de sono, afinal, quem nunca teve insônia ao pensar no acúmulo de dívidas ou problemas cotidianos?

Para dar um alento, ou, concretamente, dar início ao atendimento, a Fundação Procon, tradicional parceira da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, também participou da Virada Inclusiva e somente no sábado, 1º/12 prestou cerca de 40 atendimentos, segundo o supervisor de plantão Ericsson Valadares de Castro, que atuou com equipe de 13 pessoas.

“Desses 40, pelo menos oito já temos boas perspectivas de negociação com a empresa credora”, destacou, acrescentando que a expectativa de atendimento nos dois dias era de cerca de 100 pessoas, com e sem deficiência.

“Em geral, atendemos casos relacionados a telefonia, banco e plano de saúde. Mas também orientamos sobre o uso do 13º salário e sobre procedimentos para matrículas em escolas, basta ligar no telefone 151”, afirmou.

Apresentação do envelhecimento
A peça “Meu Corpo Pulsa” apresentou-se na manhã de segunda-feira (3), na sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Os atores são membros do Serviço de Apoio ao Envelhecimento da APAE de São Paulo.

O coordenador da apresentação, José Geraldo dos Santos, explica que o grupo de apoio atende pessoas com deficiência intelectual em processo de envelhecimento, acima dos 30 anos de idade. Segundo ele, o objetivo do serviço é voltado para a saúde, assim como a interação social.
Sobre a peça teatral, José Geraldo informa acerca dos recursos utilizados durante a encenação. “No espetáculo fazemos atividades voltadas para os cinco sentidos”. Em “Meu Corpo Pulsa”, a audição e o visual foram potencializados no palco.

Cortejo de bonecos
Os bonecos gigantes da APAE de São Paulo desfilaram do terminal Barra Funda até a entrada da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, nesta segunda-feira (3), com figuras produzidas pelos membros da associação.

Renato Santos, um dos coordenadores da APAE, afirma que as criações são da área socioeducativa da entidade e conta acerca do objetivo das alegorias. “A ideia é trabalhar a arte, como forma de potencializar a pessoa com deficiência intelectual”, argumenta.

De acordo com Santos, as atrações artísticas possuem um valor social. “Por meio da arte e da cultura é possível promover a inclusão dessas pessoas”.
A aparência dos bonecos, com altura equivalente a aproximadamente três pessoas e com diversas cores, são uma homenagem ao aniversário de 100 anos do cantor e compositor pernambucano Luíz Gonzaga.

Encerramento da Virada Inclusiva com atrações culturais no Memorial da América Latina
A Virada Inclusiva chegou ao fim nesta segunda, 03 de dezembro, no auditório Simon Bolivar, no Memorial da América Latina.

A agitação dos três dias teve o objetivo de chamar a atenção das pessoas para a inclusão de pessoas com deficiência em todas as atividades culturais.
Durante o encerramento, a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Dra. Linamara Rizzo Battistella, falou sobre a alegria e participação nesses três dias de festa. “Estivemos na maior parte do tempo nas ruas, onde tivemos uma grande oportunidade de agregar novos parceiros e fazer com que as pessoas possam entender o valor da acessibilidade e inclusão dentro da sociedade”, ressaltou.

A Secretária falou também sobre a apresentação da Cia de Ballet de Cegos, que foi uma das atrações do encerramento. “Nada poderia ser mais inclusivo do que o ballet das meninas cegas. O ballet finaliza com a máxima do potencial das pessoas, e dentro dessa lógica de arte, que nos encanta,de forma tão expressiva”.

Ballet inclusivo apresenta grupo de bailarinas cegas
Durante o encerramento da Virada Inclusiva, a Cia de Ballet de Cegos Fernanda Bianchini apresentou dois números clássicos: a Danças das Fadas e o clássico de Natal, “O Quebra Nozes”.

Fernanda Bianchini, idealizadora da Cia esteve presente e falou sobre a expectativa em relação a apresentação. “O dia de hoje é importante para que os aplausos venham pela qualidade da apresentação. Uma das coreografias apresentadas no encerramento da Virada foi a exibida na cerimônia das Paralimpíadas de Londres.

Alta gastronomia a preços populares marcou encerramento da Virada
A preços populares, três renomados chefs da cidade de São Paulo, serviram seus requintados pratos. A proposta foi unir elementos característicos do cotidiano da capital paulista: bons cozinheiros e boa comida.

Os chefs Deepali Bavaskar, da Samosa & Company Indian Food; Flavia Spielkamp, da Aya Cuisine; e Hugo Delgado, de O restaurateur do Obá serviram deliciosas guloseimas a quem prestigiou a Virada Inclusiva 2012.

Fonte: Pessoa com deficiência
07/12/2012

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Prefeito inaugura primeiro Centro Dia de Referência da Pessoa com Deficiência

O local servirá para acolher pessoas com deficiência, enquanto seus familiares trabalham e se dedicam a outras atividades.

Nesta terça-feira (4), o Prefeito de João Pessoa, Luciano Agra, inaugurou o primeiro Centro Dia de Referência da Pessoa com Deficiência de João Pessoa, no Bairro dos Estados. O local servirá para acolher pessoas com deficiência enquanto seus familiares trabalham e se dedicam a outras atividades. Já existem 20 usuários cadastrados para essa primeira fase de atendimento. A solenidade contou a presença da ministra do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Tereza Campello.

Resultado de uma parceria entre os governos municipal e federal, o Centro é o primeiro do Nordeste a ser inaugurado. De acordo com o prefeito, o novo aparelho é um entendimento inovador para suprir as necessidades das pessoas com deficiência. “Temos uma política de assistência bem estruturada, o que nos levou a ser pioneiros neste serviço, dentro da região Nordeste. O Centro é um local adequado aos cuidados dos deficientes”, argumentou.

A equipe multidisciplinar do Centro Dia é composta por 12 cuidadores, um assistente social, um psicólogo, um terapeuta ocupacional e um coordenador. Para ter acesso ao serviço, o cidadão deve procurar o Centro de Referência Especial de Assistência Social (Creas) do Bairro dos Ipês, localizado na Rua Deputado José Rezende, 198. A equipe vai avaliar a necessidade de atendimento e fazer uma triagem dos usuários, que poderão ficar no local durante todo o dia, sete dias da semana.

Inovação
A ministra do MDS, Tereza Campello, destacou a novidade que o Centro representa. “É um equipamento que não existia e nem era financiado pelo MDS. Com tamanha demanda das pessoas com deficiência, o Centro simboliza a esperança de que podemos levar equipamentos como este a diversas localidades do Brasil”, disse.

O secretário de Desenvolvimento Social (Sedes), da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), Antônio Jácome, ressaltou que a novidade dos serviços oferecidos Centro Dia mudará a rotina dos usuários. “As pessoas com deficiência são dependentes de seus parentes. Vamos ampliar a oferta de serviços e teremos, ainda, a possibilidade de incrementar nosso atendimento de média complexidade. É nossa missão implementar políticas públicas para pessoas em condição de vulnerabilidade”, destacou.

Usuários satisfeitos
A novidade que o Centro Dia de Referência da Pessoa com Deficiência representa para o poder público também empolga os usuários. A dona de casa Maria das Graças Viegas não escondeu a satisfação durante a solenidade de inauguração. Segundo ela, agora terá a oportunidade de realizar trabalhos fora de casa. “Eu vivo para a minha filha, que é deficiente. Com o Centro, poderei deixá-la aqui e fazer trabalhos fora de casa”, comemorou.

A empregada doméstica Leila dos Santos também comemora a oportunidade de ter um local especializado para deixar sua filha de 8 anos – e, principalmente, de saber que ela será bem assistida. “Vai facilitar muito a minha vida, pois sempre tenho que deixá-la com parentes para poder trabalhar. Agora não terei mais preocupação, porque sei que ela será cuidada por profissionais”, disse.

Fonte: PBJA João Pessoa – PB

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Justiça Federal manda CRMV nomear deficiente aprovado em concurso público

Com paralisia nos membros inferiores, veterinário foi aprovado em primeiro lugar na lista reservada a pessoas com deficiência; desde 2009 o CRMV vinha ignorando legislação.

da Redação

A pedido do Ministério Público Federal em Jales, a Justiça Federal determinou, em caráter liminar, a imediata nomeação, posse e investidura de João Paulo Fernando Buosi no cargo de médico veterinário do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CRMV). A decisão vale também para outros candidatos aprovados na lista dos portadores de necessidades especiais que tenham sido preteridos em sua ordem de classificação em virtude da deficiência da qual são portadores.

A ação civil pública com pedido de antecipação de tutela movida contra o CRMV, de autoria do procurador da República Thiago Lacerda Nobre, foi ajuizada inicialmente na Justiça Federal em Jales, em setembro de 2011. Mas em agosto último, quase um ano após o ajuizamento da ação, portanto, o Juízo em Jales se declarou incompetente para julgar o caso e o processo foi então redistribuído para a 9ª Vara Federal Cível de São Paulo. No dia 8 de novembro, o pedido do MPF começou a ser analisado na nova Vara. A antecipação da tutela com a determinação para que João Paulo Fernando Buosi seja nomeado de imediato é do dia 28 de novembro.

Por ocasião do declínio de competência, ainda na 1ª Vara Federal em Jales, o MPF chegou a se manifestar de forma contrária à redistribuição do processo, mas registrou que esperava que, na nova Vara, o caso fosse julgado com mais rapidez. “O Ministério Público Federal , embora não concorde com o teor da decisão, deixa de interpor recurso, desejando que o feito, impregnado de extrema relevância social, tenha melhor sorte e celeridade no juízo para o qual for remetido”, frisou Nobre.

João Paulo Fernando Buosi viu seu nome ser preterido no concurso sob o argumento de que a paralisia nos membros inferiores o impediria de exercer o emprego para o qual se candidatou.( O caso vem sendo acompanhado desde 2009 pelo Ministério Público Federal em Jales, que chegou a expedir duas recomendações para que o candidato fosse submetido a perícias médicas com o cumprimento das exigências legais. Mas, mesmo com os pareceres favoráveis das juntas médicas, que consideram-no apto a realizar trabalho interno e externo com apenas uma restrição – visitação a fazendas ou locais de terra em dias chuvosos e restrição a visitação de locais de difícil acesso –, sua nomeação não aconteceu, o que levou o MPF a tomar as medidas judiciais cabíveis.

“É com muita satisfação que recebemos esta decisão. Trata-se da correção de uma grande injustiça com todos os deficientes físicos que prestaram o concurso e foram preteridos sem justificativa. Além disso, é uma grande vitória para o João Paulo, aprovado em primeiro lugar e em outros concursos públicos, após mais de dois anos de um verdadeiro calvário”, encerra Nobre.

Fonte: Procuradoria da República Federal
05/12/2012

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